10 ideias centrais do livro " Pedagogia do Oprimido "
Oi Caros leitores,
Aqui está uma contribuição para todos aqueles que acreditam na educação libertadora, crítica e indispensável para um povo livre, respeitoso e feliz. Abaixo será postado 10 trechos do livro ''Pedagogia do Oprimido'' ideias centrais que o estudo a pesquisa, trouxe para reflexão, que mostram a importância deste para o mundo!
1. A descoberta crítica
“O grande problema está
em como os oprimidos, que “hospedam” o opressor em si, participar da
elaboração, como seres duplos, inautênticos, da pedagogia de sua libertação.
Somente na medida em que se descubram “hospedeiros” do opressor poderão
contribuir para o partejamento de sua pedagogia libertadora. Enquanto vivam a
dualidade na qual ser é parecer e parecer é parecer com opressor, é impossível
fazê-lo. A pedagogia do oprimido que não pode ser elaborada pelos opressores, é
um dos instrumentos para esta descoberta crítica – a dos oprimidos por si mesmos
e a dos opressores pelos oprimidos, como manifestação da desumanização.”
2.
A plenitude do ato de amar
“O
opressor só se solidariza com os oprimidos quando o seu gesto deixa de ser um
gesto piegas e sentimental, de caráter individual, e passa a ser um ato de amor
àqueles. Quando, para ele, os oprimidos deixam de ser uma designação abstrata e
passam a ser os homens concretos, injustiçados e roubados. Roubados na sua
palavra, por isso no seu trabalho comprado, que significa a sua pessoa vendida.
Só na plenitude desse ato de amar, na sua existenciação, na sua práxis, se
constitui a solidariedade verdadeira.”
3.
Pedagogia do Oprimido é sobre: “a pronúncia do mundo, o amor ao mundo”
“Não
há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é
possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há
amor que o funda. Sendo fundamento do diálogo, o amor é, também, diálogo. Daí
que seja essencialmente tarefa de sujeitos e que não possa verificar-se na
relação de dominação.”
4. Visões
de mundo
“Nosso papel não é falar ao povo sobre nossa
visão de mundo, ou tentar impô-la a ele, mas dialogar com ele sobre a sua e a
nossa.”5.
Em Pedagogia do Oprimido aprendemos que Educação é criatividade e transformação
“Educador
e educandos se arquivam na medida em que, nesta distorcida visão da educação,
não há criatividade, não há transformação, não há saber. Só existe saber na
invenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os
homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros.”
6. Um
direito de todos os homens
“Mas,
se dizer a palavra verdadeira, que é trabalho, que é práxis, é transformar o
mundo, dizer a palavra não é privilégio de alguns homens, mas direito de todos
os homens. Precisamente por isso, ninguém pode dizer a palavra verdadeira
sozinho, ou dizê-la para os outros, num ato de prescrição, com o qual rouba a
palavra aos demais.”
7.
Pedagogia do Oprimido fala sobre a verdadeira organização das massas
“A manipulação aparece como uma necessidade
imperiosa das elites dominadoras, com o fim de, através dela, conseguir um tipo
inautêntico de “organização”, com que evite o seu contrário, que é a verdadeira
organização das massas populares emersas e emergindo.”8. A decisão num estado de ilusão
“A invasão cultural, que serve à conquista e a manutenção da opressão, implica sempre a visão focal da realidade, a percepção desta como estática, a superposição de uma visão do mundo na outra. A “superioridade” do invasor. A “inferioridade” do invadido. A imposição de critérios. A posse do invadido. O medo de perdê-lo. A invasão cultural implica ainda, por tudo isso, que o ponto de decisão da ação dos invadidos está fora deles e nos dominadores invasores. E, enquanto a decisão não está em quem deve decidir, mas fora dele, este apenas tem a ilusão de que decidi.”
9. Pedagogia do Oprimido é sobre consciência de classe
“Significando a união dos oprimidos, a relação solidária entre eles não importam os níveis reais em que se encontrem como oprimidos, implica também, indiscutivelmente, consciência de classe”.
10. As pessoas se educam entre si
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”
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